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NBR 16401/2008 contribui para o avanço na fabricação de dutos
O correto dimensionamento e instalação dos dutos começa por cálculos da carga térmica a ser combatida, vazões de ar exterior, perdas de carga, entre outros fatores. Visando minimizar a perda de carga, a instalação da rede deverá obedecer o layout previamente definido. Assim como deverão ser observadas as vazões necessárias para cada captor, velocidade de transporte recomendada para os vários trechos, para determinar potência de motores e ventiladores, assim como das seções dos dutos. O dimensionamento incorreto pode acarretar não só em desconforto térmico e acústico para os usuários do edifício, como também em desnecessário consumo de energia. Por outro lado, é necessário observar a aplicação e suas exigências. Neste sentido, Dilson Carreira, da Powermatic, fabricante de dutos em chapa, explica didaticamente algumas situações: Para áreas de conforto pede-se aço galvanizado, placas de lã de vidro e de poliuretano expandido. No caso de exaustão de cozinhas e pressurização de escadas de incêndio o recomendado é o aço carbono. Para ambientes estéreis, principalmente em indústrias farmacêuticas, alimentícias, eletro eletrônicas e hospitais, o ideal é o aço inoxidável. Finalmente em áreas úmidas, como na indústria têxtil, o alumínio. Independente do material, o fundamental é o grau de estanqueidade do duto. Este não pode permitir infiltrações ou vazamentos, sob pena de contaminar ambientes e processos ou, o que é mais comum, redundar em desperdício de energia. Os
diversos materiais No entanto, Vale alerta para o fato de que no Brasil 60% das redes de dutos ainda sejam fabricadas nos locais das obras, através de processos artesanais, acarretando algo em torno de 20% a 30% de resíduos. Tal alerta vai de encontro ao que faz, também, Carreira: Os dutos devem ser construídos e montados de maneira a não ter vazamentos e não necessitar limpeza após o início da operação da instalação. Uma qualidade que os processos artesanais não conseguem alcançar. Além disso, Vale afirma que a rede de dutos deve ser planejada do ponto de vista de operação e manutenção. Para isto os dutos devem possuir rigidez mecânica suficiente para suportar a limpeza mecânica e trânsito interno de robôs de limpeza e, em alguns casos, até mesmo de pessoas quando há dutos de grandes dimensões, principalmente nas emendas entre peças de dutos que são os pontos mais vulneráveis. Além disto, a superfície interna deve ser o mais lisa possível, sem rugosidades, para evitar acúmulo de partículas e sujeiras. Sistemas de encaixe por flanges parafusadas são indispensáveis para fácil desmontagem. Para Vale, o crescimento contínuo dos processos de pré-fabricação de dutos e conexões, cada vez mais construídos em fábricas equipadas para este fim e transportados às obras apenas nos momentos de montagem, têm reduzido a quantidade de trabalhadores nas obras, melhorado o rendimento, reduzido os riscos de acidentes e aumentado os controles operacionais de instalação. Analisando mais a fundo, podemos facilmente observar uma economia média de 15% nas matérias primas envolvidas. No entanto a fabricação artesanal de dutos e conexões em obras ainda são a maior parcela no mercado e geram de 20% a 30% de perdas (resíduos), contra 10% a 15% em fábricas de dutos.
A principal norma brasileira que orienta a fabricação e utilização de dutos de ar é a NBR 16401/2008, que tornou possível a construção de dutos mais leves. A mesma norma é citada por Vale como representativa do avanço para as redes de dutos e, também, para a instalação de ar condicionado como um todo. Esta norma substituiu a antiga NBR-6401 de 1980, defasada em relação às modernas e atuais tecnologias de fabricação de dutos para ar condicionado, afirma Vale. Resultado do atraso, ainda de acordo com o diretor da Refrin, eram o grande número de projetos e instalações com índices altíssimos de vazamentos e infiltrações de ar e altos custos iniciais e operacionais. Agora, diz ele, a nova NBR-16401 oferece ao mercado de instaladores, projetistas, fabricantes e usuários de sistemas de ar condicionado central acesso fácil e em língua portuguesa. Também ressalta o papel da nova norma para o avanço do mercado e a normatização da construção e materiais empregados nas redes de dutos. Se forem tomados cuidados básicos, de acordo com a norma, na hora de projetar, fabricar e instalar uma rede de dutos a necessidade de manutenção no duto pode ser muito pequena ou inexistente. A escolha de material para fabricar o duto neste caso pode contribuir. Obras em cada um dos processos O importante é que a pré-fabricação vêm substituindo, paulatinamente, os arcaicos processos artesanais. Com isto avançam a estanqueidade nas instalações, com ganhos para o conforto interno, a qualidade do ar e o consumo de energia. Não por outro motivo que as instalações de maior qualidade e visibilidade inevitavelmente optam por tais sistemas. A Refrin, por exemplo, narra o desafio que foi fornecer para a obra do edifício Castelo Branco Office Park, agraciada com o troféu SMACNA e habilitada à certificação LEED. Tivemos que recorrer a diferentes tipos de dutos conforme a finalidade especificada em projeto, que visava atender desde o sistema de ar condicionado e ventilação até a rede de exaustão de fumaça e que criasse rotas de fuga para os ocupantes em caso de incêndio. A principal dificuldade foram as vigas que interferiam no caminho dos dutos, situação constante em todos os 18 pavimentos do empreendimento, cuja solução adotada foram os dutos TDC fornecidos com uma das extremidades lisa (sem flange) pronta para colocação do perfil após a montagem.
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